RB Rodrigo Beckmann
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O Google admitiu: agora você mede sua visibilidade nas respostas de IA

O Search Console ganhou um relatório dedicado de IA generativa — AI Overviews, AI Mode e Discover. O que ele mostra, o que esconde, e como usar sem se enganar.

· Rodrigo Beckmann

Em 3 de junho de 2026, o Google lançou no Search Console um relatório dedicado de visibilidade em IA generativa. Pela primeira vez, dá para separar quantas vezes seu site apareceu nas AI Overviews, no AI Mode e nos recursos de IA do Discover — em vez de ver tudo misturado no número geral de impressões.

É um marco silencioso. Durante dois anos a indústria pediu uma resposta para “estou aparecendo nas IAs ou não?”. O Google acabou de admitir, na prática, que essa pergunta merece um painel próprio.

Aba "Generative AI" no Google Search Console, com gráfico de impressões em respostas de IA

O que o relatório mostra

O novo recurso fica em Performance → Search results, numa aba Generative AI ao lado de “Search results” e “Discover”. Ele reporta impressões — quantas vezes URLs do seu site apareceram em recursos de IA generativa na Busca e no Discover — quebradas por quatro dimensões:

  • Páginas — quais URLs aparecem nas respostas.
  • Países — onde a impressão aconteceu.
  • Datas — a evolução ao longo do tempo.
  • Dispositivos — desktop, mobile ou tablet.

Esse dado também entra no relatório de performance geral, então ele complementa — não substitui — a visão que você já acompanha.

O que ele não mostra

Aqui é onde o entusiasmo precisa de freio. Três limites importam:

  • Não há posição nem contexto competitivo. Você vê que apareceu, não por que apareceu, nem quem apareceu junto. Não existe “ranking” dentro da resposta de IA.
  • É só a IA do Google. O relatório cobre AI Overviews, AI Mode e Discover. Não cobre ChatGPT, Perplexity, o app do Gemini nem o Grok — que é onde boa parte das suas menções acontece.
  • Rollout gradual. Está saindo para um subconjunto de sites, começando pelo Reino Unido, com expansão global depois. Se a aba ainda não apareceu para você, é normal.

O relatório cobre AI Overviews, AI Mode e Discover — mas deixa de fora ChatGPT, Perplexity, Gemini app e Grok

Como usar sem se enganar

Trate o relatório como um termômetro gratuito da sua visibilidade na IA do Google — não como o placar completo do seu GEO. Três usos honestos:

  1. Linha de base. Marque o número de impressões em IA de hoje. É o seu ponto de partida para medir o efeito de qualquer mudança de conteúdo.
  2. Quais páginas a IA escolhe. Cruze a aba de Páginas com o que você publicou. As URLs que aparecem nas respostas revelam que tipo de estrutura o modelo considera citável — e isso vale para qualquer mecanismo, não só o Google.
  3. Sinal de recência. Acompanhe a curva de datas depois de atualizar conteúdo. Modelos grounded em retrieval premiam material fresco; o relatório te dá um proxy disso.

O que ele não resolve sozinho é a pergunta que importa para uma marca B2B: como apareço no conjunto das IAs? Para isso você ainda precisa medir ChatGPT, Perplexity e Gemini fora do Google. Foi exatamente essa lacuna que nos levou a construir a First Answer.

O que vem a seguir

A peça que mais muda o jogo ainda não chegou: acesso via API. No dia em que esses dados saírem do painel e puderem ser cruzados com suas outras métricas — receita, menções fora do Google, conversões — a qualidade do insight muda de patamar. Por enquanto, é um bom termômetro. E um termômetro é melhor do que adivinhar.


Fonte: Introducing Search Generative AI performance reports in Search Console — Google Search Central Blog, 3 de junho de 2026.